Não vou negar que estou contando os dias pra ficar de férias, vamos dizer que professor deveria ter três férias por ano porque pense em uma profissão que esgota fisica e mentalmente! No próxima sábado posso dizer que estou livre e leve por duas lindas semanas.
Talvez eu fique em casa lendo meus bons livros e vendo Netflix, mas seu eu tivesse money e companhia queria conhecer algum lugar.
Entre um pensamento e outro na ideia de viajar, fui olhar as fotos de minha mini passagem por Natal. Foi curtinha, mas tão boa! Uma amiga me chamou e ainda encontrei minha prima, além de um grupo muito legal. Pra uma nerd, eu me diverti bastante e penso muito em como vai ser lindo me tornar uma mochileira das boas, mas por enquanto ainda fico na toca e tenho medo de me aventurar sozinha.













O tempo e o vento - O Continente II
Nas terras onde vivenciamos a chegada de um certo Capitão Rodrigo desafiando os homens e encantando as mulheres, a menina Bibiana se apaixonando e desafiando tudo por amor, as guerras ceifando vidas... tudo continua.
O povo de Santa Fé segue sua vida monótona sem grandes ambições, agora sob o olhar do médico alemão Carl Winter. O excêntrico estrangeiro que atende nessas terras no fim do mundo acompanha com interesse a chegada de Luzia, a herdeira do sobrado, propriedade que fica nas terras que Pedro Terra perdeu para o pernambucano Aguinaldo Silva. O capitão Rodrigo morreu tentando tomar o sobrado, o chão onde Bibiana cresceu, e o filho deles pode voltar ao lugar como proprietário, casando com Luzia.
Esse desfecho não passa pelo pensamento do jovem apaixonado Bolívar Cambará, mas é o motivo pelo qual Bibiana aprova o casamento com a estranha moça educada na cidade.
Tanto Bibiana quando Carl Winter pressentem algo de mal em Luzia e ele pode comprovar o fato no dia do noivado quando enxerga o prazer nos olhos dela ao assistir o enforcamento de um homem negro, talvez condenado injustamente.
Bolívar, que poderia ser um grande personagem, não demonstra tanto carisma e é ofuscado ora pela mãe, ora pela esposa. O 'sangue' de Rodrigo Cambará apenas se mostra nos últimos momentos do personagem.
No entanto, em seu filho Licurgo, temos mais oportunidade de relembrar o estilo dos Cambará, embora seja influenciado pela mãe a não permanecer em Santa Fé, Curgo nunca se interessa por coisas da cidade e sim estar ouvindo histórias dos peões, das negras, ir atrás de boiadas. Ele é muito mais influenciado por Bibiana vivendo em meio a guerra silenciosa travada pelas duas. Aliás Bibiana é a grande influência nesse livro, é através dela que muitos dos fatos importantes acontecem.
Licurgo trata de continuar a luta contra Bento Amaral e família em uma narrativa longa, mas que Érico Veríssimo faz ser a cada página mais interessante. Essa história é um sucesso atemporal impressionante e só lendo mesmo para entender. Já me encontro ansiosa para começar o próximo livro.

 


"Eu não sou devagar. Eu apenas caminho com mais paciência.
Eu olho os detalhes, eu me distraio com o singelo, eu troco o material pela fantasia dos sonhos, eu ouço cada pedacinho de vida, eu saboreio estrela por estrela, eu acaricio o vento quando ando de carro, eu observo os gestos e os olhares, eu desenho o que tem dentro. Eu não sou devagar. É que a vida é pura sinestesia. Não sentir isso, é puro desperdício."


- Juliana Pina



O Grande Meaulnes, entre todos os alunos do sr. Seurel, é quem tem mais audácia para fugir em busca de aventuras inspirando admiração e inveja nos outros.
O bosque das ilusões perdidas é narrado por François, mas com foco em Meaulnes. Em sua fuga, ele perde cavalo e carroça, mas se encontra em uma propriedade dos sonhos, um lugar onde há festa, danças, jantares, artistas, jogos e uma moça a qual ele nunca consegue esquecer.
De volta à rotina, tudo em que ele pensa é em encontrar o caminho de volta para a mansão e rever os momentos mágicos e a bela moça.
Esse desejo contagia o amigo François, e como uma das muitas coincidências da história, um jovem saltimbanco que se encontra na cidade. Acontece que a festa que Meaulnes presenciara deveria ser o noivado desse saltimbanco, que na verdade, era Frantz, um jovem muito rico cuja vida mudou totalmente ao ser abandonada pela noiva. E a moça por quem Meaulnes se apaixonou perdidamente, ninguém menos que Yvonne, irmã de Frantz. 
Frantz seria a chave para Meaulnes reencontrar sua amada, mas vai embora sem deixar vestígios, deixando os amigos mais uma vez sem saber como chegar ao bosque onde se encontra a mansão.
Tudo para esses meninos é sonho e promessas de felicidades futuras conseguidas após muitas lutas. Ousadia de sair pelo mundo em busca de um amor, de um amigo, de uma promessa.

"Todavia continuou caminhando com o mesmo passo fatigado, lábios gretados pelo vento gelado que, por vezes, o sufocava; e no entanto um contentamento extraordinário o alvoroçava, uma perfeita e quase embriagante tranqüilidade, a certeza de que seu objetivo tinha sido alcançado e de que no futuro tudo lhe seria felicidade. "

Na adolescência, há todos os sonhos por um fio de serem concretizados, ao início da vida adulta todas as possibilidades de perseguir esses sonhos, todas as coincidências a favor, mas acima de tudo o sentimento de que a felicidade completa nunca será possível. 
O bosque das ilusões perdidas foi uma surpresa ótima para mim, não conhecia Alain Fournier, e que triste saber que o mesmo nunca concluiu seu segundo romance por ter morrido na Primeira Grande Guerra. É um livro delicioso, cativante, que faz bater uma saudade dessa época em que tudo é possível, a adolescência, junto com uma melancolia dos desassossegos do início da vida adulta, da constatação de que a maioria de nossas ilusões está sim perdida.


Livro Todo dia
Todo dia, de David Levithan, é um romance um pouco diferente dos que normalmente lemos. Ele tem um personagem sem corpo. Essa é a história de A., um garoto que atualmente tem dezesseis anos e sempre viveu trocando de corpo, todo dia um corpo diferente, uma vida diferente.
Todas as manhãs, ele acorda em um corpo novo, em uma família nova, tendo que se adaptar à rotina da pessoa dona do corpo no qual ele está hospedado, tentando se envolver o mínimo possível e não fazer alterações na rotina da pessoa.
A. não sabe exatamente como funciona, ou se existem outros como ele, mas sabe que às 00h ele deve estar dormindo porque é a hora de deixar o corpo. Ele consegue acessar à mente do corpo hospedeiro e descobrir o básico para passar o dia sem que amigos e parentes percebam que há algo muito errado.
Uma coisa muito interessante desse livro é a empatia que A. acaba tendo com diferentes grupos de pessoas, ele tem que ser homem, mulher, pobre, rico, magro, gordo.
Um dia ele acorda no corpo de um garoto chamado Justin e acaba se apaixonando pela namorada dele, Rhiannon. Uma menina linda, com ótimas qualidades, mas que não tem autoestima e aceita ser tratada mal por Justin. A. acaba se envolvendo a fazendo com que o Justin a trate bem e tenham momentos inesquecíveis. Após esse dia, mesmo em outros corpos, ele não esquece Rhiannon e teme o mal que pode ter causado a envolvendo ainda mais com Justin. Assim, ele tenta encontrar uma forma de se comunicar com ela e tentar viver esse amor, cada dia em um corpo diferente.
Há algum tempo um livro não me prendia assim, e mesmo com dias corridos e estressantes, eu não larguei o livro até terminar em tempo record. É um livro bom pra pensar e passar o tempo, uma leitura agradável e reflexiva, com um final, que, se não foi o que mais me deixaria feliz, acho que foi o que tinha que ser. 


Sim, essa lista contém apenas um livro. Março teve 321 dias, mas não foi o suficiente para manter alguma leitura.
Será que o professor que trabalha em dois turnos tem algum tempo para uma literatura de entretenimento ou atualização? Dificilmente.

Esse mês li:
Ansiedade: Como enfrentar o mal do século - Augusto Cury.

Achei o livro muito bom. Augusto Cury fala, entre outras coisas, sobre como estamos adoecendo os nossos jovens, fazendo com que, desde cedo, estes tenham preocupações com o futuro e vivam temendo problemas que ainda não chegaram.
Nós vivemos com a mente no futuro enfrentando dificuldades que provavelmente nunca se concretizarão. Enquanto isso deixamos de desfrutar o presente.
Em alguns momentos a leitura se torna repetitiva, e confesso que pulei alguns parágrafos, mas no geral valeu a pena para saber mais como reconhecer essa doença e enfrentá-la.


Depois de algum tempo sem atualizações, quero agradecer aos leitores que continuam fiéis, mesmo com essa ausência. 
Como somos todos livro-maníacos, a melhor forma de fazer isso é com um sorteio de livro!
O sorteado será O teorema Katherine de John Green.


Sinopse


Se o assunto é relacionamento, o tipo de garota de Colin Singleton tem nome- Katherine. E, em se tratando de Colin e Katherines, o desfecho é sempre o mesmo- ele leva o fora. Já aconteceu muito. Dezenove vezes, para ser exato. Após o mais recente e traumático pé na bunda, o Colin que só namora Katherines resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-garoto prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão- elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam. Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera.

 Regras: Ter endereço de entrega no Brasil.
Seguir as instruções do sorteador abaixo.

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Teixeira e Sousa foi um escritor de origem muito humilde, mestiço, mas que escreveu o primeiro romance romântico brasileiro, O filho do pescador (1843). Segundo Alfredo Bosi, sua escrita fica abaixo mesmo da de Macedo (Aquele d’A Moreninha).
O romance era o entretenimento das massas naquela época, isso dos que eram alfabetizados e podia ainda pagar por livros, Teixeira e Sousa teria a influência de autores mais populares da subliteratura francesa. Bosi ressalta que hoje a cultura de massa é estudada, porém naquela época isso não acontecia, portanto autores como Teixeira e Sousa ficaram muito tempo ‘por fora’ do que é considerado cultura.
Essa postagem será atualizada com o resumo ou resenha do romance O filho do pescador.
Para quem também se interessar pela leitura, deixo abaixo o link para download.

Resumo – O filho do pescador

Contrariando os conselhos do pai, Augusto se casa com uma bela jovem que acaba de ficar viúva, vítima de um naufrágio, Laura. O pai alerta que um casamento movido apenas pelo amor à beleza física trará apenas arrependimentos, pois a beleza é passageira.
Casado com Laura e após a morte de seu pai, Augusto vai lhe dar razão, Laura mostra um gênio forte e caprichoso, mas acaba se tornando mais amorosa após um incêndio na casa onde moram, no qual Augusto está perto da morte, conseguindo sobreviver apenas com o auxílio de um escravo que arrisca a própria vida para salva-lo (!!)
O casal muda-se para a cidade, enquanto aguarda a reforma da casa em que viviam, Augusto se ausenta por algumas noites para assistir a reforma e sempre deixa Laura avisada de quando não retornará. Em uma dessas ocasiões, ele resolve voltar para casa e encontra um homem fugindo pela janela, mas uma escrava bonita assegura que tratava-se de uma vista para ela.
Mal sabe ele que o vulto era o seu melhor amigo, Florindo, que junto com Laura planeja sua morte. Poucas linhas depois, o narrador sempre interagindo com o leitor informa do velório de Augusto e das lágrimas da viúva, que em seguida troca confissões nos momentos de intimidade com Florindo. Laura revela que fugiu de casa aos doze anos com o companheiro que faleceu no naufrágio, de onde foi salva por Augusto e pelo escravo João.
Florindo mostra remorso por ter se juntado a ela para matar o homem que a salvou. Ele vai embora, para a revolta de Laura, que logo encontra outro amante para livrar-se de Florindo. Dessa vez, Marcos é o seu cúmplice, ele sem hesitação procura Florindo, executa-o e volta para os braços da viúva loira. Eles levam um susto ao ver Florindo de volta a janela e chegam à conclusão de que o tiro não foi suficiente para mata-lo, ele teria conseguido andar até a casa, mas morreu em seguida. A dupla enterra a vítima no jardim.
Em seguida, Laura conhece um jovem e belo caçador,  eles se encantam instantaneamente pela beleza um do outro. Ele pede por carta um encontro ao qual ela manda uma carta aceitando. No horário do encontro, entretanto, Laura encontra Marcos, que tenta matá-la, ela é salva, mas não reconhece o seu salvador. O homem que a salva manda que Marcos abandone o Rio de Janeiro e não procure mais a viúva.
Marcos vai embora, porém, ele é ladrão, procurado e tem inimigos, um deles causando a sua morte. Livre, Laura pode pensar em casar com o jovem caçador, ele comunica ao padrinho, mas ouve uma negativa. O padrinho marca um encontro para revelar o motivo de sua posição. Lá, revela todos os crimes e segredos de Laura. Ela fugiu de casa aos doze anos, teve um filho aos quatorze e foi abandonada pelo companheiro que levou o filho. Com um novo amante, ela viveu por alguns anos, antes do naufrágio.
O pai de seu filho deixou o menino com o padrinho, que termina revelando que se trata de Emiliano, o jovem caçador!
Mais, ele observava Laura desde o casamento com Augusto e pela descrição soube se tratar da mãe de seu afilhado, observando um homem comprar veneno para rato, ele interferiu para que o mesmo levasse um remédio que faria com que pensassem causar a morte, mas na verdade, Augusto estava em um sono profundo, que só especialistas reconheceriam. Ele interferiu também para substituir o corpo e tratar a vítima de envenenamento. Augusto esteve o tempo inteiro vivo e escondido observando os crimes de Laura.
Mãe e filho se emocionam e Emiliano pede que perdoem a sua mãe. Alega que as mulheres são julgadas de forma mais severa pelos mesmos crimes que os homens cometem e não são julgados. Laura jura que se arrepende e é perdoada, desde que fique em um convento.
Desde então esta mulher caída é olhada com desprezo; seu nome é acompanhado de um epípeto de infâmia; sua presença revela uma idéia de menospreço… justo castigo de sua fraqueza, é bem verdade! E por que não sofre outro tanto o seu vil sedutor?
(…) mas nos vícios contra a castidade, nos vícios contra a fidelidade conjugal, nós nos esquecemos dos castigos que os seguem contra os homens, e só os aplicamos contra as mulheres!
Essa é a defesa do filho para a mãe que vive em uma sociedade que julga normal que uma mulher sofra abusos do marido e mesmo que uma menina de doze anos seja seduzida por uma homem experiente que deveria dissuadi-la da ideia de abandonar o lar paterno.
“Todavia, o homicídio pode algumas vezes ser justificado pela defesa da própria vida, da honra, da fazenda, etc.
O adultério, porém, nunca será justificável; não obstante, alguém haverá tão indulgente que queira minorar sua intensidade por causa de alguns maus tratos, abusos de alguns maridos, faltas de certos necessários, etc., porém bem miseráveis são semelhantes desculpas, mas demo-las de barato.”
Eu fiquei intrigada com esse livro, com a apresentação de uma personagem como Laura, que é interiormente tão diferente do ideal do romantismo e ainda por cima não termina com a morte como punição dos seus pecados



Emma sempre teve um ‘crush’ pelo bonitão da faculdade, Dexter. Dexter nunca havia notado Emma até a festa de formatura, quando a achou muito bonita. Os dois queriam relaxar em um lugar mais tranquilo da festa e acabaram conversando em uma noite que acabou em beijos no quarto que ela dividia com uma amiga.
Emma é uma garota que quer mudar o mundo, cheia de ideais e sonha em ser escritora, não tem exatamente ideia do que vai fazer com o diploma. Dexter pode viajar pelo mundo com o dinheiro dos pais enquanto pensa nisso.
Apesar das diferenças, eles continuam mantendo contato através das longas cartas que Emma escreve para ele os rápidos cartões-postais que Dexter envia para ela. Confissões são trocadas sobre a vida, carreira, família, relacionamentos amorosos. Através do tempo a amizade continua com menos ou mais intensidade.
Eles são a pessoa um do outro, com quem querem conversar sempre que algo importante acontece. Um romance não está nos planos deles. Dexter se torna famoso na tv, Emma descobre que ser a melhor aluna não ajuda muito na vida real, desiste dos planos de uma companhia de teatro independente, passa por moradias horríveis, empregos infelizes e pensa em voltar a morar com os pais.
Na fase em que suas personalidades mais destoa chegam a romper a amizade, embora um magnetismo sempre os empurra um para o outro, pois são sempre o melhor amigo um do outro.
Um dia é um livro que me respondeu bem à pergunta se vale a pena ler um livro cuja história já vimos em um filme. Vale muito a pena, mesmo sabendo o final, o final não é só o que interessa, importa o caminho, a trajetória dos personagens, as características e detalhes que só o livro pode trazer.
Achei o formato muito parecido com Simplesmente acontece ou Love, Rose. Uma grande amizade que vai se transformando em amor romântico. Gosto de ler as ambições dos personagens. A infelicidade e frustração de Emma muitas vezes se reflete no estado do lugar onde ela mora e trabalha. Isso é muito interessante, pois nos leva a pensar nos indivíduos que se acomodam com uma moradia ou emprego medíocre, certamente assim como Emma nessa fase, muitas vezes nos falta autoconfiança para entender que merecemos algo melhor e que é possível lutar por isso.
Sempre manter as verdadeiras amizades, sempre lutar pelo que acredita na vida são algumas belas lições desse livro.
Meta de Leitura para 2014
“Viver cada dia como se fosse o último” — esse era o conselho convencional, mas na verdade quem tinha energia para isso? E se chovesse ou você estivesse de mau humor? Simplesmente não era prático. Era bem melhor tentar ser boa, corajosa, audaciosa e se esforçar para fazer a diferença. Não exatamente mudar o mundo, mas um pouquinho ao redor. Seguir em frente, com paixão e uma máquina de escrever elétrica e trabalhar duro em… alguma coisa. Mudar a vida das pessoas através da arte, talvez. Alegrar os amigos, permanecer fiel aos próprios princípios, viver com paixão, bem e plenamente. Experimentar coisas novas. Amar e ser amada, se houver oportunidade.


[ com spoilers]
Estive lá fora é um romance de Ronaldo Correia de Brito ambientada na repressiva Recife dos tempos da ditadura militar. Frequentemente obras histórias e literárias falam sobre os movimentos dos militantes no Sudeste, digamos o ‘centro do pais’, então essa é uma oportunidade de ver um ângulo do Recife.
O principal foco do romance Estive lá fora é o do personagem Cirilo, um hippie, estudante de medicina, que na verdade não está em uma das fronteiras, direita ou esquerda. Cirilo teme no que a esquerda se tornou ao redor do mundo, mas também não é a favor dos rumos da direita no país.
Seu irmão Geraldo é um líder da militância estudantil, vive na clandestinidade, preso algumas vezes, sempre mudando de nome e endereço com a namorada Fernanda e a família teve sua morte.Não pode manter contato nem mesmo com Cirilo para não revelar sua localidade, mas o faz uma vez.
Cirilo está em um triângulo amoroso com os amigos Paula e Leonardo. Ambos têm a chave do apartamento dela, mas o acordo não funciona, assim ele tenta esquecer Paula e se envolve com uma estudante que encontrou fugindo da polícia, Rosa. Ela estuda artes e faz aquarelas, porém se mostra fria para o romance sempre o deixando frustrado.
Cirilo sempre o peso de ser o filho responsável da família, o que economiza para mandar dinheiro, o que estuda medicina para não decepcionar os pais, sentindo-se na obrigação de compensar a rebeldia de Geraldo. Isso o deixa rancoroso sobre o irmão.
Ele segue sua rotina entre as aulas de medicina e o emprego temporário como professor, onde frequentemente chega atrasado, um dia Fernanda o encontra e revela que Rosa é uma espiã. Ela só estava com ele para descobrir o endereço de Geraldo e notadamente perdeu o interesse quando ele mostrou que não sabia do irmão.
O passado da família também está presente na narrativa tanto com a história dos pais dos estudantes, como a de um tio que cometeu um crime e se afogou. As imagens se misturam na mente de Cirilo quando os amigos o buscam para contar que Geraldo foi baleado. No caminho que Cirilo procura prolongar, ele para para subir numa ponte e essas imagens estão em sua mente, o irmão levado pelas águas, o tio levado pelas águas.


Sim, vou começar a fazer a meta agora. Começar. Porque sei que ela vai crescer muito ainda, mas não quero fechar a meta, quero começar a meta e deixar aberta, e quando atingir a meta, dobrar a meta.
Quero tomar muito cuidado com modismos porque o tempo que temos é pouco pra ler livros que não sejam excepcionalmente bons. Mas também quero me arriscar porque não dá para saber antes de conferir.
Pra não correr tanto o risco de errar, vou começar pelos clássicos que sempre suspirei pra ler e depois vou acrescentando algumas novidades que prometerem uma leitura agradável e profunda. Tenho mitos livros que comprei ou baixei por impulso, então vou começar a ler e se ver que não me agrada vou passar para outro.

Meta:
  1. O vermelho e o negro – Stendhal
  2. O carvalho falante – George Sand/ de Amandine Aurore Lucile Dupin
  3. Viagens na minha terra – Almeida Garrett
  4. Os Noivos – Alessandro Manzoni
  5. Suspiros Poéticos e Saudades / Gonçalves de Magalhães
  6. O filho do pescador – Teixeira e Souza ☑
  7. Alguns livros de Honore de Balzac
  8. O general no seu labirinto – Gabriel Garcia Márquez
  9. Frutos da terra – Andre Gide
  10. A desobediência civil – Thoreau
  11. O tempo e o vento – Veríssimo ( Toda a ‘saga’) 
Livro 1 O continente 😊
Livro 2 O continente II 😊
Não quero colocar mais nada nessa meta até, pelo menos tentar, ler cada um dos livros que estão na minha estante e no kindle, que incluem:
  1. As crônicas de gelo e fogo – Livro 1
  2. Livro 2
  3. Livro 3
  4. Livro 4
  5. Livro 5
  6. O guia do mochileiro das galáxias – livro 2( Falta ler quatro livros)
  7. livro 3
  8. livro 4
  9. livro 5
  10. Anna Karenina  – Tolstoi
  11. Estive lá fora – Ronaldo Correia de Brito ☑
  12. Contos negreiros – Marcelino Freire
  13. O estranho caso de Benjamim Button – F. Scott Fitzgerald
  14. Baía da esperança – Jojo Moyes
  15. Razão e sensibilidade – Jane austen
  16. Agnes Grey – Anne Brontë
  17. A ausência  – Mary Westmacott (A.C.)
  18. A carga – M. W.
  19. O detetive Parker Pyne – Agatha Christie
  20. Testemunha da acusação – A. C.
  21. O visitante inesperado – A.C.
  22. Sócios no crime – A. C.
  23. Biofobia  – Santiago Nazbrian
  24. O duque e eu  – Julia Quinn
  25. Uma história de solidão – John Boyne
  26. Contos reunidos – Nabokovi
  27. Alucinadamente feliz – Jenny Lawson ☑
  28. Um hotel na esquina do tempo –
  29. A letra escarlate –
  30. O russo negro – Lenny Bartulin
  31. do universo à jabuticaba – Rubem Alves
  32. Put some farofa – Duvivier
  33. Doze contos peregrinos – Gabriel Garcia Márquez
  34. O demônio na cidade branca  – Erik Larson
  35. A ponte invisível-
  36. Neve de primavera –
  37. Uma curva no tempo – Dani Atkins
  38. Novos contos da montanha – Miguel Torga
  39. Mais comédias para ler na escola  – Luís Fernando Veríssimo
  40. Melhores contos – Caio Fernando Abreu ☑
  41. Contos de um mundo estranho – Felipe Kowari
  42. Caixão fechado – Sophie Hannah
  43. Um dia – ☑
  44. O último verão de Klingsor
  45. Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra – Mia Couto.
  46. Vozes anoitecidas – M.C.
  47. Bosque das ilusões perdidas – 😊
  48. Nova antologia do conto russo
  49. Na natureza selvagem –
  50. Há sempre um amanhã – Anita Notaro
  51. As flores do Ruanda
  52. Angosta – A cidade do futuro
  53. No país das últimas coisas – Paul Auster
  54. De repente, nas profundezas do bosque.
  55. Depois de você – J. M
  56. As três Marias – Raquel de Queiroz
  57. As memórias perdidas de Jane Austen
  58. A paz dura pouco –
  59. A pata da gazela – José de alencar
  60. A invenção das asas – Sue Monk Kid
  61. À espera dos bárbaros – J.M.Coetzee
  62. A fecha de Deus –
  63. A jangada de pedra  – José Saramago
  64. O nome da rosa – Umberto Eco
  65. Pureza  – José Lins do Rêgo
  66. O último voo do flamingo – M.C.
  67. Para você não se perder no bairro – Patrick Modiano
  68. À noite andamos em círculos – Daniel Alarcón
  69. Os miseráveis – Victor Hugo
  70. Pó de parede –
  71. Til – José de Alencar
  72. Cada homem é uma raça
  73. Gratidão – Oliver Sacks
  74. Dez mulheres – Marcela Serrano
  75. O palácio de inverno
  76. Um passe de mágica – A. C.
  77. Nove plantas do desejo e a flor de estufa – Margot Berwin
  78. Território da emoção
  79. Assassinato na casa do pastor – A. C.
  80. Isso me traz alegria – Marie Kondo
  81. Pedaços de um caderno manchado de vinho
  82. Maurice
  83. Verdade tropical – Caetano Veloso
  84. Infância – Graciliano Ramos
  85. O diabo veste prada –
  86. a vingança veste prada –
  87. De volta à vida – Nadine Godimer
  88. Fogo fátuo – Patricia Melo
  89. Além-mundos – Scott Westerfeld
  90. A conspiração da aranha – James Patterson
  91. Paris é uma festa – Ernest Hermingway
  92. Verdade ao amanhecer – E.H.
  93. Por que os sonos dobram – E. H.
  94.  O segundo sexo – Simone de Beauvoir
  95. Dançando sobre cacos de vidro
  96. Do amor e outros demônios – G.G.M.
  97. A sombra do vento – Carlos Ruiz Zafón
  98. A vítima perfeita- Sophie Hannah
  99. Crime e castigo – Dostoievski
  100. O demônio do meio-dia – Andrew Solomon
  101. Maestra – L.S. Hilton
  102. A filha das flores – Vanessa da Mata
  103. A noite maldita – André Vianco
  104. O caderno – Saramago
  105. Usina – José Lins do Rêgo
  106. O sol é para todos ☑
  107. Admirável mundo novo.

….to be continued….



Ler Caio Fernando Abreu me faz sentir compreendida. Eu não acho que ele é baixo-astral, acho que é doce e sensível, principalmente sensível. E ser sensível e se importar com tudo e com todos nos faz parecer mesmo mais baixo-astral. Talvez seja também uma questão de amar demais.



As três pétalas superiores representam a tríade que compõe o curso: Linguística, Literatura e Gramática.

1- A pétala do meio é a Literatura (Letras em latim é Litteris). Por sua etimologia é a pétala central. Repare que ela aponta para cima, para o ideal, o elevado.

2- A pétala da direita é a Gramática, a tradição conservada.

3- A pétala da esquerda é a Linguística, a ciência, a revolução racional e crítica.

O traço horizontal no centro da imagem representa a união entre as três pétalas (Linguística, Literatura e Gramática) como um feixe.




Fonte: http://interludico.blogspot.com.br/2014/11/a-flor-de-lis-como-simbolo-do-curso-de.html