Último livro lido.
João é um menino muito pobre cujo maior sonho é mudar de vida através dos estudos. Torna-se o primeiro de sua pobre comunidade a desejar algo diferente de ser pescador como o pai.
"Era estudante. Estudante do Ateneu Norte-Rio-Grandense. Passara com nota alta, melhor do que muitos. E o mundo era meu."





Então, eu estou sem sono mesmo e quando isso acontece, esse blog volta a ser o meu querido diário e isso é muito bom pra mim.

Não sou a louca da make, mas sempre penso que um dia posso precisar de mais pincéis, e esses são ótimos e uma pechincha.

E que tal esse relógio bem vintage? Sorry pela qualidade da foto.
E o vestidinho que eu mais usei em Maceió



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Lá se foram as alergias do frio, a rinite, a sinusite, falta de ar, tosse, estão todas em uma caixinha planejando como tentar me matar novamente no ano que vem.
Mas nem tudo são flores, chegou o calor, a poeira seca da estrada para minha escola do sítio.
As salas sem ventilador onde os alunos aproveitam o calor para brincar de gladiadores enquanto nos desesperamos e um geniozinho resumiu nossa situação assim.
- Prof, olha pelo lado positivo, quando a gente morrer, se for pro inferno, nem vamos estranhar porque com certeza aqui é mais quente e o Satã pode até descontar da pena os anos que passamos aqui.
Tudo tem seu lado bom.


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Eu sempre leio John Green porque todo mundo está falando de um livro novo e acabo me rendendo, mas eu nunca me arrependo. Especialmente porque eu não preciso de nada para ler os livros dele, alguns livros pedem certo estado de espírito, ou silêncio, ou o local adequado, isolamento do convívio social. Talvez só eu me sinta assim, mas abandonei dois livros essa semana porque eu não estava no estado de espírito para ler, estou me sentindo ansiosa e tudo me leva a pensar que estou perdendo tempo e deveria estar fazendo outra coisa porque tenho dois aulões e um simulado para planejar, fora as dez aulas diárias normais e um extra que arrumei para os fins de semana.
Então eu precisava de um livro que me levasse por aí sem pensar muito na minha vida e logo com uma personagem tão mentalmente instável quanto eu, ouso dizer. Aza Holmes é uma estudante complexada com micróbios, bactérias e infecções, ela é a melhor amiga Dayse se envolvem na investigação do desaparecimento de um bilionário procurado pela polícia que coincidentemente é pai de um velho amigo de infância por quem ela tem uma atração. 
Tudo ligadinha assim, como numa história do Dickens, as meninas querem encontrar o pai de Davis para ganhar uma recompensa, mas se o cara aparecer morto Davis e o irmão ficam quase pobres porque o pai deixou tudo para um animal de estimação, que é a esperança dele para a cura da velhice e da morte porque esse animal chega aos 150 anos.
Como sempre John Green mergulha em um personagem complexo, dessa vez é a ansiedade um transtorno marcante da protagonista, Aza Holmes vive perturbada por pensamentos intrusivos que a impedem de ser quem ela acha que poderia ser ou agir como pensa que agiria alguém independente. Aza Holmes tem muitas dificuldades de se envolver com alguém, mesmo sabendo que ama Davis, pois os pensamentos intrusivos a fazem lutar contra o contato com ele por medo de possíveis contágios.
Eu sei que esse livro está fazendo muito sucesso, então aposto que John Green acertou o momento, pois as pessoas estão mais abertas a falar sobre transtornos mentais e assumir que sofrem do problema. Muitos devem se identificar em algum nível com Aza e torcer muito por ela. O escritor ainda nos dá o trabalho extra de torcer para que o final seja o que imaginamos. 

Por favor, John Green, diz que sim, que Tartarugas até lá embaixo termina como imaginamos, afinal uma pessoa só diz até logo quando quer ver a outra pessoa novamente e é isso que deve ter acontecido com eles.




Quarto de despejo é um livro angustiante, pungente como diria a autora Carolina Maria de Jesus. Ele relata uma vida de escravidão mesmo tanto após a abolição. Nossa narradora mora na favela, lugar que não queria considerar como casa, sempre no sonho de viver em uma casa de verdade com os seus filhos. Imagine uma mulher negra sozinha no mundo com seus três filhos, tendo que catar papel de manhã para ter o que comer de noite. 
Sendo menosprezada muitas vezes por ser mãe solteira, negra, leitora e escritora em um ambiente onde seus hábitos não são valorizados, ela segue tendo a escrita como forma de registrar os seus sonhos e sentimentos diante de tudo o que acontece na favela.  
Na favela, Carolina conta como são rodeados pela fome, sujeira, violência, falta de entendimento entre os moradores. No começo do diário percebe-se alguma esperança em mudanças no país, o que logo é substituído por revolta e críticas aos políticos que viram as costas para a pobreza depois que são eleitos. 
A fome é a personagem mais presente na vida da narradora e seus filhos, sua constante é uma luta pela sobrevivência, cansada de ver os comerciantes jogarem fora os alimentos que não foram vendidos por custar muito caro. Muitas vezes a  família tem como refeição algo retirado do lixo. 
A narradora não foca apenas na sua vida, mas faz da favela seu personagem principal, narra as intrigas, as dificuldades da vida de seres humanos despejados para viver como animais ou seres sem civilização. 
É um livro único, eu jamais poderia imaginar ter essas narrações tão verdadeiras, apenas quem viveu poderia contar. A edição não 'corrigiu' todos os desvios gramaticais esperados, pois a autora teve oportunidade de estudar por pouco tempo. Apesar da pouca formação, Carolina Maria de Jesus demonstra ter sido sempre uma leitora, provavelmente lia mais do que a maioria de pessoas com mais estudos e condições financeiras. 
Escrever e ler foram as armas dessa mulher para enfrentar a fome e ter esperança em dias melhores, enquanto outros se acomodavam ou se revoltavam com a miséria. 


Aqueles livros que me deixaram só na vontade até agora porque não tive tempo de ler. Primeiramente gostaria de adiantar que estou na metade do segundo volume de As crônicas de gelo e fogo.

As crônicas de gelo e fogo
Nem eu mesma sabia que gostava tanto de livros de fantasia, por isso está sendo uma grande descoberta.
Estou lendo também 365 dias extraordinários, é uma alegria começar o dia com um dos preceitos.

preceito

preceito


Esses abaixo são simplesmente livros que eu namoro e fico foleando nas bibliotecas das escolas onde leciono, tento conhecer ao máximo para indicar aos alunos e também para minha própria formação. Fico querendo ler tudo ao mesmo tempo nas bibliotecas e tenho pena dos alunos que ainda não descobriram a magia que existe nesses lugares.

São tantos bons que eu poderia fazer um tour, mas só pensei em tirar essas fotos, talvez depois eu poste, conforme eu for conseguindo ler. Que saudades dos meus tempos livres.



As crônicas de gelo e fogo - A guerra dos tronos ( George R.R. Martin)
A guerra dos tronos, eis uma coleção de livros que comprei por impulso e acabei largando por um tempo, até que resolvi começar e se tornou impossível parar. A cada página mais encantada com os personagens, a escrita, mais admirada com a honra de Ned Stark, mais irritada também com essa honra, mais em estado de ódio com os Lannister, eu nunca quis tanto a cabeça de personagens.
A torcida é grande para que os Stark não morram todos e voltem a ser uma família feliz em Winterfell. Entretanto, eu assisti à série até a quarta temporada, já sei bastante do que vai acontecer. A série não me prendeu tanto, achei confuso conhecer e entender todos os personagens e suas casas, mas o livro eu tenho acompanhado melhor.
Os Starks são meus favoritos, mas também gosto muito de Daenerys, pena que até aqui, ela está muito afastada dos outros. Os Starks parecem uma família feliz e pacífica, o símbolo deles é um lobo, e eles encontram uma loba gigante morta, mas cujos filhos recém-nascidos estão vivos e vão um para cada filho de Ned e Catelyn, Robb, Sansa, Arya, Bran e Rickon, após o resgate destes lobos, surge um lobo albino que é adotado pelo filho bastardo de Ned, Jon Snow.
Tudo muda com a visita do rei Robert que convoca o amigo Ned para ser sua mão. Mesmo contrariado, ele aceita, pois a cunhada Lysa Arryn avisa por uma carta secreta que seu marido, o falecido Mão foi assassinado pelos Lannister e os Starks temem o que os Lannister podem fazer no poder, já que Cersei Lannister é a rainha e Jaime, seu irmão gêmeo poderia ser a Mão na recusa de Ned.
Assim Ned parte com o rei e a rainha levando as duas filhas para uma jornada sem volta. Robb assume como senhor do Norte. Jon vê um lugar para ele na Patrulha da Noite. Enquanto isso, no outro lado do mar, Daenerys, uma menina de treze anos, é vista obrigada a se casar com Drogo dos Dothraki, um homem que comanda um exercito de  homens sobre cavalos, quase selvagens. Ela é da casa Targaryen, do sangue do dragão, descendente de Rhaegar, herdeiro do trono de ferro, sua família foi assassinada por Jaime e Robert. Dany ainda é uma ameaça para Robert e Cersei, assim como qualquer outro que se interesse e tenha poder para lutar pelo trono de ferro.

Por fim, um comentário sobre essa edição econômica da Leya. Se você tem problema de vista ou só pra ler letras pequenas, não compre! Tive que ler a maior parte do livro no KIindle porque essa edição tem letras muito pequenas, o preço foi muito atrativo, mas valeria mais a pena ter comprado uma edição com letras maiores. Alguma biblioteca pública vai sair ganhando com isso.


Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade.
Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas.
Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou:
- Como não acaba? - Parei um instante na rua, perplexa.
- Não acaba nunca, e pronto.
- Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual já começara a me dar conta.
- Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.
- E agora que é que eu faço? - Perguntei para não errar no ritual que certamente deveira haver.
- Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários.
- Perder a eternidade? Nunca.
O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola.
- Acabou-se o docinho. E agora?
- Agora mastigue para sempre.
Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da idéia de eternidade ou de infinito.
Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.
Até que não suportei mais, e, atrevessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.
- Olha só o que me aconteceu! - Disse eu em fingidos espanto e tristeza. - Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!
- Já lhe disse - repetiu minha irmã - que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.
Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra na boca por acaso.
Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.

Questões



1. Você conhece o significado da palavra eternidade?




2. Na sua opinião, qual a relação entre a palavra eternidade e o chiclete?


3. Por que a menina deixa cair o chiclete no chão?


4. De acordo com o texto, qual ou quais sentimentos a personagem demonstrou em relação à irmã?




5. Por que o narrador supõe a existência de um ritual para o simples ato de mascar chiclete? 




6. Há marcas de espaço no texto? Quais?



7. No texto, o narrador descreve o chiclete primeiramente como "pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer". Qual é a expressão que descreve o chiclete e está em oposição a essa primeira impressão do narrador? 


( "Aquele puxa-puxa cinzento que não tinha gosto de nada")


Eu queria falar um pouco sobre algumas conversas que tive com profissionais mais experientes nesse meu duro ano de dupla jornada. Eu aprecio muito a opinião desses profissionais, que estão em sala de aula testando e experimentado, não os que estão ‘fora de sala’. Para esses últimos tudo poderia ser um mar de rosas e disciplina se os professores se esforçassem mais, se dominassem os alunos, se mantivessem os estudantes como robôs dentro da sala sempre de caderno aberto, boca fechada e esperando o próximo comando.
Seria muito fácil pra nós, se assim fosse, mas alunos são seres humanos também, eles precisam sair pra alguma necessidade, que nem sempre é física, ás vezes precisam mesmo de um momento pra ‘respirar’ e relaxar.  O que me parece é que alguns coordenadores e diretores de tanto não suportar mais estudantes não querem nem vê-los em algum lugar que não seja a sala.
E o professor fica no meio de ambos, tentando entender os dois lados e sendo criticado duplamente. O que é notável é que a escola não será mais aceita por muito tempo seguindo esse modelo tão antigo. Frequentemente alunos reclamam de sentirem-se prisioneiros ou escravos.  Confesso que fico na dúvida se eles estão certos ou são apenas preguiçosos acomodados, sem futuro.
Será que sabemos e podemos fazer uma escola diferente, agradável, onde o aluno se sinta bem? Será que teríamos apoio para isso, já que fugiríamos muito do tradicional?
Em minhas conversas percebi que os professores que trabalham há anos também não suportam mais esse formato de escola, cadeiras em fila, o professor na frente falando, falando, escrevendo, escrevendo, algo que não interessa aos alunos e dificilmente será útil um dia. Isso quando conseguem falar, pois os alunos preferem jogar peteca, xingar os outros, subir nas mesas, argumentar o quanto seria bom se a escola explodisse ou se o professor da próxima aula morresse de repente, ou como deveria ser bom aquele tempo em que só os filhos dos ricos tinham que estudar, bom era estar livre lá fora brincando na rua, ajudando os pais, não presos aprendendo coisas que não servem.
Alguns colegas apostam que seria melhor ignorar o currículo, o conteúdo e levar uma experiência significativa para os alunos, organizar algo dinâmico que eles gostem e que possam sentir-se livres para participar ou não.  Não usar de autoritarismo ou castigar com notas baixas aqueles que não se adaptam. Ou mesmo que esses que não se adaptam não deveriam ser forçados a frequentar o ambiente escolar pelos pais ou qualquer programa social após adquirir o aprendizado básico.
Com a reforma do Ensino Médio alguns colegas estão mesmo com esperança de não ter que enfrentar tantos alunos que odeiam sua matéria, mas são obrigados a estudá-la. Eu, que sempre fui contra essa medida, estou quase me convencendo disso também e lamentando que minha matéria continuará sendo obrigatória e terá talvez uma carga horária maior para o desespero e ódio de alguns.
Com certeza todas as profissões têm um lado muito difícil, mas a nossa está obviamente em uma crise muito maior, muitos profissionais estão doentes e pulando do barco na primeira oportunidade antes de perder a sanidade mental em busca de uma solução para continuar fazendo o que amam sem serem odiados por alunos ou pelos outros profissionais. 


Eu queria muito voltar a fazer aquelas listas lindinhas com vários livros lidos no mês, mas a verdade é que essa vida de professora é tão exaustiva que, logo nós, não temos tempo pra ler. Não mesmo. Nem livros da nossa área. É ler ou sobreviver. Mas também não quero fazer um post sobre coisas negativas, não.
Apesar de todos os pesares, consegui ler metade do primeiro livro de A guerra dos tronos e estou gostando muito mais do livro do que da série, que parei na quarta temporada.



Claro que pretendo terminar de ler logo e fazer um post ou um pequeno vídeo. Espero ler todos os livros e só depois voltar a ver a série.


O conto da aia é uma distopia que mostra um mundo horrível para as mulheres. Nossa protagonista tem sua vida roubada literalmente. Sua conta bloqueada, impedida de trabalhar, como outras mulheres. As mulheres devem viver realizando funções que realizariam talvez na Idade Média, idade das trevas.
Os agentes do poder dão um jeito de obter mulheres férteis anulando segundos casamentos ou qualquer relacionamento que eles consideram inapropriado, assim tendo essas mulheres como prisioneiras treinadas para gerarem. Após uma época de contraceptivos e outras substancias poucas mulheres conseguem gerar filhos saudáveis.
Há uma dificuldade em se gerar bebês saudáveis e muitas servem como barriga de aluguel, apenas um útero com pernas, moram na casa dos Comandantes, obedecem às esposas deles e têm dias marcados para copular e gerar o filho que será do casal.
O romance de Margaret Atwood é narrado em forma de diário por uma protagonista, que nunca revela seu nome. Ela vivia com o marido e a filha, então seu casamento é considerado ilegal, logo após ser proibida de trabalhar, ela não sabe aonde e como estão seu marido e sua filha. É considerada uma possível boa Aia, pois já foi mãe de um bebê saudável. Primeiro ela é preparada para a função, junto com outras mulheres, em uma instituição governada por mulheres chamadas As tias.
Depois ela vai para a casa do Comandante, onde é recebida pela esposa e deve manter relações com o comandante, apenas após uma cerimônia e em condições previamente estabelecidas, o prazer não é permitido ou estimulado, tudo o que importa é a fecundação.
Sua rotina é minimamente acompanhada e vigilada, só podendo sair para realizar suas funções acompanhada de outra Aiá, previamente escolhida e sob forte vigilância dos Olhos.
Tudo é narrado por ela, até que ao final, há uma parte bem interessante onde seu diário é analisado por estudiosos do futuro que tentam entender o que se passava nessa Era.
É um livro realmente interessante, que está em bastante destaque nesses dias, apesar de ter sido escrito em 1985. É dá para entender o interesse em torno dele, embora algumas partes sejam difíceis e lentas, o leitor pode ficar impaciente de entender o que está acontecendo, as explicações demoram a chegar, mas vale a pena ter calma e esperar para ver.


Uma história que se passa em Londres e arredores em uma época de urbanização. As irmãs Helen e Margaret são órfãs ricas que, junto com o irmão mais novo Tibby, vivem apreciando a arte, teatro, literatura, não precisam trabalhar, pois vivem do rendimento de suas heranças. Sempre me perguntei o que fazem os personagens da maioria dos romances. É isso, eles não fazem nada para sobreviver, representam essa pequena e sortuda parcela da sociedade.
Logo no início, Helen está em um breve romance com um jovem chamado Paul Wilcox, ela se apaixona por toda a família do rapaz, assim como pela casa em que viviam e em que ficou hospedada, Hoards end. O romance foi logo interrompido por discordância da família de Paul. A tia de Helen se mostra muito ofendida com a situação e parece que as famílias nunca mais terão uma ligação, no entanto não é o que acontece.
O autor inclui bastante as transformações da época, a crise financeira, que não afeta tanto os muito ricos, a urbanização, que faz com que as irmãs tenham que sair da propriedade em que sempre moraram para que essa seja derrubada e construídos apartamentos no lugar.
O lado muito pobre fica por conta de Leonard Bast, ele conhece as irmãs Schlegel no teatro, mas ele não faz parte dessa população que pode consumir arte, mesmo sonhando com momentos literários ele tem que se preocupar com a subsistência para si e para a esposa. A experiência lhe mostra que para pessoas como ele nada vale a arte sempre ter um emprego para comer.
Helen é a irmã ligada ao feminismo e ao 'socialismo', ela tenta ajudar Paul, mas na verdade o envolvimento com as irmãs Shlegel e com o Wilcox só traz desgraça para ele.
Das duas irmãs Helen é a descrita como a mais bonita, mais nova, romântica, bem a frente de seu tempo, o que é visto muitas vezes como loucura. Margaret parece com ela apenas no início, mas a ligação das duas sofre abalos. O que parece é que Margaret deseja se adequar à sociedade, de uma forma que ela se convence de que ama um homem com qualidades questionáveis e valores diferentes dos seus, talvez o temor de perder uma rara oportunidade de casamento em sua idade.
Os Wilcox nunca saem da vida deles, mas não pelo lado de Helen e sim por parte de Margaret que procura sempre pelo bem de seu casamento manter contatos amistosos com todos. Eles sempre desconfiam que tudo o que as irmãs fazem é com o objetivo de obter a propriedade de Howards End. No geral os Wilcox se mostram muito mesquinhos, os filhos são incapazes de fazer seus investimentos renderem e ficam à espreita dos bens do pai.
A relação entre as famílias tem muitos momentos de tensão e poucos de afeição. Trata-se de relacionamentos realista, ao contrário do que a literatura costuma apresentar, e por isso um tanto insípidos. Se não fosse pela empatia pelas irmãs Schlegel, eu diria que o romance vale mais pelo retrato do momento do que pelo entretenimento. Mas há apego por elas, há suspense pelo destino desses personagens e isso também torna o romance muito gostoso de se ler.


Não vou negar que estou contando os dias pra ficar de férias, vamos dizer que professor deveria ter três férias por ano porque pense em uma profissão que esgota fisica e mentalmente! No próxima sábado posso dizer que estou livre e leve por duas lindas semanas.
Talvez eu fique em casa lendo meus bons livros e vendo Netflix, mas seu eu tivesse money e companhia queria conhecer algum lugar.
Entre um pensamento e outro na ideia de viajar, fui olhar as fotos de minha mini passagem por Natal. Foi curtinha, mas tão boa! Uma amiga me chamou e ainda encontrei minha prima, além de um grupo muito legal. Pra uma nerd, eu me diverti bastante e penso muito em como vai ser lindo me tornar uma mochileira das boas, mas por enquanto ainda fico na toca e tenho medo de me aventurar sozinha.













O tempo e o vento - O Continente II
Nas terras onde vivenciamos a chegada de um certo Capitão Rodrigo desafiando os homens e encantando as mulheres, a menina Bibiana se apaixonando e desafiando tudo por amor, as guerras ceifando vidas... tudo continua.
O povo de Santa Fé segue sua vida monótona sem grandes ambições, agora sob o olhar do médico alemão Carl Winter. O excêntrico estrangeiro que atende nessas terras no fim do mundo acompanha com interesse a chegada de Luzia, a herdeira do sobrado, propriedade que fica nas terras que Pedro Terra perdeu para o pernambucano Aguinaldo Silva. O capitão Rodrigo morreu tentando tomar o sobrado, o chão onde Bibiana cresceu, e o filho deles pode voltar ao lugar como proprietário, casando com Luzia.
Esse desfecho não passa pelo pensamento do jovem apaixonado Bolívar Cambará, mas é o motivo pelo qual Bibiana aprova o casamento com a estranha moça educada na cidade.
Tanto Bibiana quando Carl Winter pressentem algo de mal em Luzia e ele pode comprovar o fato no dia do noivado quando enxerga o prazer nos olhos dela ao assistir o enforcamento de um homem negro, talvez condenado injustamente.
Bolívar, que poderia ser um grande personagem, não demonstra tanto carisma e é ofuscado ora pela mãe, ora pela esposa. O 'sangue' de Rodrigo Cambará apenas se mostra nos últimos momentos do personagem.
No entanto, em seu filho Licurgo, temos mais oportunidade de relembrar o estilo dos Cambará, embora seja influenciado pela mãe a não permanecer em Santa Fé, Curgo nunca se interessa por coisas da cidade e sim estar ouvindo histórias dos peões, das negras, ir atrás de boiadas. Ele é muito mais influenciado por Bibiana vivendo em meio a guerra silenciosa travada pelas duas. Aliás Bibiana é a grande influência nesse livro, é através dela que muitos dos fatos importantes acontecem.
Licurgo trata de continuar a luta contra Bento Amaral e família em uma narrativa longa, mas que Érico Veríssimo faz ser a cada página mais interessante. Essa história é um sucesso atemporal impressionante e só lendo mesmo para entender. Já me encontro ansiosa para começar o próximo livro.

 


"Eu não sou devagar. Eu apenas caminho com mais paciência.
Eu olho os detalhes, eu me distraio com o singelo, eu troco o material pela fantasia dos sonhos, eu ouço cada pedacinho de vida, eu saboreio estrela por estrela, eu acaricio o vento quando ando de carro, eu observo os gestos e os olhares, eu desenho o que tem dentro. Eu não sou devagar. É que a vida é pura sinestesia. Não sentir isso, é puro desperdício."


- Juliana Pina



O Grande Meaulnes, entre todos os alunos do sr. Seurel, é quem tem mais audácia para fugir em busca de aventuras inspirando admiração e inveja nos outros.
O bosque das ilusões perdidas é narrado por François, mas com foco em Meaulnes. Em sua fuga, ele perde cavalo e carroça, mas se encontra em uma propriedade dos sonhos, um lugar onde há festa, danças, jantares, artistas, jogos e uma moça a qual ele nunca consegue esquecer.
De volta à rotina, tudo em que ele pensa é em encontrar o caminho de volta para a mansão e rever os momentos mágicos e a bela moça.
Esse desejo contagia o amigo François, e como uma das muitas coincidências da história, um jovem saltimbanco que se encontra na cidade. Acontece que a festa que Meaulnes presenciara deveria ser o noivado desse saltimbanco, que na verdade, era Frantz, um jovem muito rico cuja vida mudou totalmente ao ser abandonada pela noiva. E a moça por quem Meaulnes se apaixonou perdidamente, ninguém menos que Yvonne, irmã de Frantz. 
Frantz seria a chave para Meaulnes reencontrar sua amada, mas vai embora sem deixar vestígios, deixando os amigos mais uma vez sem saber como chegar ao bosque onde se encontra a mansão.
Tudo para esses meninos é sonho e promessas de felicidades futuras conseguidas após muitas lutas. Ousadia de sair pelo mundo em busca de um amor, de um amigo, de uma promessa.

"Todavia continuou caminhando com o mesmo passo fatigado, lábios gretados pelo vento gelado que, por vezes, o sufocava; e no entanto um contentamento extraordinário o alvoroçava, uma perfeita e quase embriagante tranqüilidade, a certeza de que seu objetivo tinha sido alcançado e de que no futuro tudo lhe seria felicidade. "

Na adolescência, há todos os sonhos por um fio de serem concretizados, ao início da vida adulta todas as possibilidades de perseguir esses sonhos, todas as coincidências a favor, mas acima de tudo o sentimento de que a felicidade completa nunca será possível. 
O bosque das ilusões perdidas foi uma surpresa ótima para mim, não conhecia Alain Fournier, e que triste saber que o mesmo nunca concluiu seu segundo romance por ter morrido na Primeira Grande Guerra. É um livro delicioso, cativante, que faz bater uma saudade dessa época em que tudo é possível, a adolescência, junto com uma melancolia dos desassossegos do início da vida adulta, da constatação de que a maioria de nossas ilusões está sim perdida.


Escola:
Nome:
Série/Ano:

Atividade


Dona Cotinha, Tom e Gato Joca

Em frente à minha casa tem outra casa, pequena, de madeira, azul com janelas brancas. Está no fim de um terreno enorme com muitas árvores. Para mim aquilo é o que chamam de floresta. Tom diz que é um quintal. Ali mora dona Cotinha, uma velhinha que tem cabelos lilás e dirige um Fusquinha vermelho. Esse passou a ser meu esconderijo. Dona Cotinha sempre aparece com um prato de comida. Diz: 

- Vem, gatinho. Olha só o que eu trouxe para você. 

Sou premiado com sardinha fresca, atum, macarrão. Tenho engordado além da conta. Dia desses estava tomando sol e ouvi o Tom me chamar. O danado sentiu meu cheiro e descobriu meu segredo. Ele estava no portão quando chegou dona Cotinha, no seu Fusquinha. 

- Bom dia, menino - disse ela. Já que está em frente à minha casa, faça uma gentileza e abra o portão. 

Tom obedeceu. Dona Cotinha afagou minha cabeça e perguntou: 

- Este gatinho é seu? 

- Sim, senhora. 

- Ele é muito educado. 

- Obrigado - disse eu, na minha voz de gato. 

- No primeiro dia que o vi por aqui, ele entrou na casa e cheirou tudo. Agora, sempre deixo uma comidinha para ele! 

- Ah! Mas o Joca não come comida de gente, não, senhora. Só come ração - disse o Tom. 

- Come, sim, meu filho. E come de tudo. 

Dona Cotinha acabava de denunciar minha gula e o aumento de peso. Continuou: 

- Passe aqui no fim da tarde. Faço um bolo de fubá com cobertura de chocolate que é de dar água na boca. 

Com água na boca fiquei eu. Naquela tarde voltamos à casa de dona Cotinha. Ela foi logo mostrando pro Tom uma coleção de carrinhos antigos. Era do filho dela, que morreu bem pequeno. Depois nos levou para uma sala repleta de livros. Tom ficou de boca aberta e perguntou: 

- A senhora já leu todos esses livros? 

- Praticamente todos. Ler foi minha diversão, meu bom vício. Infelizmente meus olhos não ajudam mais. Essa pilha que você está vendo aqui ainda nem foi tocada. 

Tom começou a ler em voz alta, e sua voz encheu a sala de seres fantásticos. O tempo parou. 

Desse dia em diante, à tardinha, eu e Tom tínhamos uma missão. Abrir os livros de dona Cotinha e deixar os personagens passearem pela casa mágica, no meio da floresta da cidade de pedra.

Cléo Busatto, autora deste conto, é escritora e contadora de histórias.




1. Quem são os personagens principais da história?

Dona Cotinha, Tom e Gato Joca

2. Quem narra a história?

Gato Joca

3.Retire duas passagens do texto que comprovem a resposta anterior.

Respostas individuais.

4. Como Dona Cotinha é descrita?

Uma velhinha que tem cabelos lilás e dirige um Fusquinha vermelho, gosta de animais e costumava ler muito.

5. Qual o segredo do Gato Joca?

Ele sempre ia à casa da Dona Cotinha para ganhar guloseimas.


6. Quem é o dono do Gato Joca?

a) Dona Cotinha
b) Tom
c) Ele é um gato de rua
d) Um outro personagem


7. Apesar de dona Cotinha gostar bastante de ler, ela não fazia mais isso. Por quê?

Ela explica que ler era sua diversão, mas os olhos já não ajudam na tarefa.


Escola:
Nome:
Série/Ano:
Prof: 




Atividade

Leia:

    Vivemos em um ritmo acelerado, correndo contra o tempo. Nós esquecemos de um detalhe: o segredo para se relacionar melhor com as pessoas, estimular a criatividade e cumprir com a agenda, pode ser, justamente, desacelerar. Isso mesmo! Ficar à toa pode ser mais produtivo do que você pensa.

    Para Domenico de Masi, autor do livro O Ócio Criativo, desperdiçar o tempo, fazendo absolutamente nada, pode ser positivo. Embasado por descobertas da neurociência e observações sobre o mundo da arte, ele afirma que o cérebro, quando não ocupado com tarefas específicas, continua trabalhando em uma espécie de “piloto automático”, necessário para processar as emoções e informações que recebemos. Por isso, ficar à toa é tão importante. Com o ócio, ganhamos inspiração, autoconhecimento, criatividade e fôlego para continuar. Então, sempre que você se sentir esgotado, com a atenção dispersa, tente parar por uns minutos e deixe sua mente divagar. […]

Disponível em: http://www.agenciasys.com.b




1. O objetivo do texto é:

a) divulgar o livro “O ócio criativo”.
b) destacar a importância da neurociência.
c) apresentar atividades de lazer.
d) informar sobre a necessidade do descanso.

2.  “[…] tente parar por uns minutos e deixe sua mente divagar.”. O tom desse segmento, criado pelo imperativo, é o de:

a) ordem
b) pedido
c) recomendação
d) desejo

3. Por que, conforme Domenico de Masi, ficar sem fazer nada pode ser positivo?

Embasado por descobertas da neurociência e observações sobre o mundo da arte, ele afirma que o cérebro, quando não ocupado com tarefas específicas, continua trabalhando em uma espécie de “piloto automático”, necessário para processar as emoções e informações que recebemos.


4. Qual o tipo de sujeito na frase:  “Vivemos em um ritmo acelerado, correndo contra o tempo”

a) Indeterminado
b) Composto
c) Oculto
d) Simples

5.  Qual o tipo de sujeito na frase: “ Com o ócio, ganhamos inspiração, autoconhecimento, criatividade e fôlego para continuar.”

a) Indeterminado
b) Composto
c) Oculto
d) Simples


Escola:
Nome:
Série/Ano:





Leia o texto:

Se Eu Fosse Esqueleto

por: Ricardo Azevedo


Se eu fosse esqueleto não ia poder tomar água nem suco porque ia vazar tudo e molhar a casa inteira. 

Tirando isso, ia acordar e pular da cama feliz como um passarinho. 

É que ser uma caveira de verdade deve ser muito divertido. 

Por exemplo. Faz de conta que um banco está sendo assaltado. Aqueles bandidões nojentões, mauzões, armados até os dentões, berrando: 

- Na moral! Cadê a grana? 

Se eu fosse esqueleto, entrava no banco e gritava: bu! 

Bastaria um simples bu e aquela bandidagem ia cair dura no chão, com as calças molhadas de úmido pavor. 

O gerente e os clientes do banco iam agradecer e até me abraçar, só um pouco, mas tenho certeza de que iam. 

Se eu fosse caveira, de repente vai ver que eu ia ser considerado um grande herói. 

Fora isso, um esqueleto perambulando na rua em plena luz do dia causaria uma baita confusão. O povo correndo sem saber para onde, sirenes gemendo, gente que nunca rezou rezando, o Exército batendo em retirada, aquele mundaréu desesperado e eu lá, todo contente, assobiando na calçada. 

Um repórter de TV, segurando o microfone, até podia chegar para me entrevistar: 

- Quem é você? 

E eu: 

- Sou um esqueleto. 

E o repórter: 

- O senhor fugiu do cemitério? 

Aí eu fingia que era surdo: 

- Ser mistério? 

E o repórter, de novo, mais alto: 

- O senhor fugiu do cemitério? 

- Assumiu no magistério? 

- Cemitério! 

- Fala sério? Quem? 

Aí o repórter perdia a paciência: 

- O senhor é surdo? 

E eu: 

- Claro que sou! Não está vendo que não tenho nem orelha? 

Se eu fosse esqueleto talvez me levassem para a aula de Biologia de alguma escola. Já imagino eu lá parado e o professor tentando me explicar osso por osso, dente por dente, dizendo que os esqueletos são uma espécie de estrutura que segura nossas carnes, órgãos, nervos e músculos. 

Fico pensando nas perguntas e nos comentários dos alunos: 

- Como ele se chamava? 

- É macho ou fêmea? 

- Quantos anos ele tem? 

- Tem ou tinha? 

- Magrinho, não? 

- O cara sabia ler ou era analfabeto? 

- E a família dele? 

- Era rico ou pobre? 

- O coitado está rindo de quê? 

E ainda: 

- Professor, ele era careca? 

Enquanto isso, eu lá, no meio da aula, com aquela cara de caveira, sem falar nada para não assustar os alunos e matar o professor do coração. 

Uma coisa é certa. Deve ser muito bom ser esqueleto quando chega o Carnaval. Aí a gente nem precisa se fantasiar. Pode sair de casa numa boa, cair no samba, virar folião e seguir pela rua dançando, brincando e sacudindo os ossos. Parece mentira, mas, no Carnaval, porque é tudo brincadeira, a gente sempre acaba sendo do jeito que a gente é de verdade. 

Se eu fosse esqueleto, quando chegasse o Carnaval, ia sair cantando: 

Quando eu morrer
Não quero choro nem vela
Quero uma fita amarela
Gravada com o nome dela 

Todo mundo sabe que o maior amigo do homem é o cachorro. 

O que a maioria infelizmente desconhece e a ciência moderna esqueceu de pesquisar é que o pior inimigo do esqueleto late, morde, abana o rabo, carrega pulgas e aprecia fazer xixi no poste. 

E se eu fosse esqueleto e por acaso um vira-lata me visse na rua, corresse atrás de mim e fugisse com algum osso dos meus?




Agora responda:


1. Segundo o texto, quais as dificuldades em ser um esqueleto? Cite duas:



Se eu fosse esqueleto não ia poder tomar água nem suco porque ia vazar tudo e molhar a casa inteira. 

E se eu fosse esqueleto e por acaso um vira-lata me visse na rua, corresse atrás de mim e fugisse com algum osso dos meus?


2. E as vantagens? Cite duas:


Poderia evitar um assalto apenas assustando os bandidos.
Poderia sair no Carnaval sem necessitar de uma fantasia.




3. Pelo que o narrador seria considerado um herói, se fosse um esqueleto?

Ele poderia evitar um assalto ao banco e todos agradeceriam o o tratariam como herói.



4. Como ele daria um jeito nos bandidos?

Apenas assustando os bandidos com um grito.


5. Quais as possíveis dúvidas que os alunos teriam a respeito do esqueleto, se ele fosse usado numa aula de Biologia? O que você perguntaria?


- Como ele se chamava? 

- É macho ou fêmea? 

- Quantos anos ele tem? 

- Tem ou tinha? 

- Magrinho, não? 

- O cara sabia ler ou era analfabeto? 

- E a família dele? 

- Era rico ou pobre? 

- O coitado está rindo de quê? 

E ainda: 

- Professor, ele era careca? 

Outras perguntas individuais.




6.  Pinte, no texto, palavras que rimam.

Resposta individual.


7. Por que ele acredita que o cachorro é inimigo dos esqueletos?


Os cachorros poderiam persegui-lo para conseguir fugir com um de seus ossos.


8.  Que confusões o esqueleto causaria na rua?


O povo correndo sem saber para onde, sirenes gemendo, gente que nunca rezou rezando, o Exército batendo em retirada, aquele mundaréu desesperado e eu lá, todo contente, assobiando na calçada.